sábado, 18 de julho de 2009

Somos o que os outros querem que acreditamos ser o que somos


Recebi essa semana por e-mail, um texto interessante, de autoria (acredito ser, você que está lendo pode verificar depois...rs) do Luiz Fernando Veríssimo.
Achei interessante por causa da forma como as pessoas são nomeadas e rotuladas a cada instante. Neste texto existem alguns exemplos dada a infinidade de outros que existem.
Só para não deixar de lado o minha vontande insana de mexer em tudo, com certeza as pessoas que me conhecem verão algumas "intervenções" no texto original, afinal tenho que colocar um pouco de mim no que escrevo. Quem me conhece perceberá os locais onde fiz as tais "intervenções"


QUEM SOU EU ?

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou... Vejam só que dilema!!! Na ficha da loja sou CLIENTE, no bar FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR. Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA , em viagens TURISTA , na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR. Se eu fosse CUrinthiano, LADRÃO. Agora, já virei GALERA ou RONALDETE. (se trabalho num banco, sou COLABORADOR) e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros ..... DEFUNTO, para outros ... EXTINTO, para o povão ... PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei ... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui ...ARREBATADO. E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU.
Luiz Fernando Veríssimo.

Se paramos para pensar, somo muito mais do que está escrito no texto, temos diversas denominações, e o que sempre buscamos é o mínimo, ser único indenpendente de onde estamos. Em muitos casos estas denominações tem o objetivo principal de transformar todos em uma coisa só, esquecendo as particularidades de cada um e relegando a todos as mesmas caracteristcas.

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