Sem dúvida, a sua resposta será ser independente, ou seja, poder fazer e acontecer sem precisar dar satisfações acerca do que está fazendo, fará ou fez. Simples não é?segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Ser dependente ou independente o que você prefere?
Sem dúvida, a sua resposta será ser independente, ou seja, poder fazer e acontecer sem precisar dar satisfações acerca do que está fazendo, fará ou fez. Simples não é?Será que eu volto a escrever?

Hi, como vai?
Depois de tanto tempo sem escrever, acredito que poderei fazer isso com maior frequência e voltar a despejar aqui todos os devaneios, insights (neste caso, raros) e minha maneira de pensar alguns assuntos.
Espero que as pessoas que voltem a ler o que esta escrito aqui, apenas pensem na opinião alheia. Minha ideia não é mudar o seu pensamento, pelo contrário, se eu conseguir ativar a sua vontade de pensar e analisar o que acontece a sua volta, ficarei feliz!
Este também será o meu espaço de treinar minha escrita, que está deveras HORRÍVEL, portanto aceito críticas construtivas e esclarecedoras.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Quem está com a razão?

Ser solitário ou procurar a solidão? Qual o caminho?

segunda-feira, 3 de maio de 2010
Eu voltei!!!

Os textos que serão publicados a seguir, fazem parte de anotações diversas em caderno durante este tempo distante, portanto não se assustem, elas apenas tem relevância com o momento que eu estava (ou estou) passando e não são base principal para que me conheçam a fundo, afinal, só me conhecem aqueles que tem ou tiveram contato comigo nos últimos meses.
A quem interessar, boa leitura!!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Sozinho é bom...Quando se quer estar!

Você resolve que deseja ter um momento sozinho para reavaliar algumas coisas, colocar outras no lugar, traçar novos objetivos e metas, enfim, fazer uma retroalimentação, analisar os inputs, os processos, os outputs e fazer feedback, simples certo? Pois bem...
Gostaria de saber se existe algum problema em uma pessoa querer ficar sozinha, sem a presença de conhecidos, parentes, amigos, colegas todas as pessoas amadas? Já faz um tempo que me questiono sobre isso, mas neste inicio de férias do trabalho (a faculdade permanece forte, pelo menos neste ultimo ano...) ficou mais recorrente essa pergunta...
Quando resolvi isso, acessei o famoso oráculo, o Google, e fui atrás de um lugar que eu não conhecesse nada e nem ninguém e onde eu pudesse realmente ficar incomunicável.
Encontrei uma pousada cujo site muito me chamou a atenção não só por causa das acomodações, o serviço, o preço, mas por um detalhe muito peculiar: a internet “Hi-Fi”. Nessa hora eu me imaginei navegando na internet sem fio cujo nome é Wi-Fi, e o atendente me servindo de um copo de vodca bem gelado com suco de laranja, este sim o Hi-Fi. Mas como estou proibido de saborear esta bebida russa incolor e quase sem sabor, iria ter que rejeitá-la se eu quisesse voltar com vida e claro e com o que me resta de fígado. Portanto este foi o local escolhido, principalmente para comunicar o erro aos administradores do local. (não, definitivamente não poderia ser por e-mail...)
Peguei o telefone e liguei para fazer o orçamento, conversei com uma pessoa muito simpática e atenciosa que respondeu a todas as minhas perguntas, mas ficou surpresa quando, após dizer o preço eu perguntei se para mim seria a metade. Ela me disse que o preço já estava abaixo por não ser mais época de carnaval e que o preço para DUAS pessoas já estava com um desconto de 20%. Como eu iria sozinho, nada mais justo que eu pagasse a metade. A moça do outro lado da linha perguntou, como eu iria para algum lugar ficar 4 dias sozinho? Minha surpresa começou aí. Expliquei que eu precisa colocar algumas coisa em ordem, como se eu devesse explicar alguma coisa para ela, mas não fui em momento algum grosseiro. Ela não disse mais nada e me fez pela metade e me deu um desconto a mais, porém não terminou a conversa antes de dizer que eu deveria levar alguém comigo e eu disse prontamente, desta vez não!
Como ainda moro com meus pais, logo teria que informá-los. Meu pai é o de menos, se preocupa, mas me deixa bem livre, o maior problema seria minha mãe. Quando informei que eu estava indo viajar, ela soltou a seguinte exclamação: Nossa! Que bom! Vai você e mais quantas pessoas? (exatamente estas palavras...) A minha resposta para ela soou como uma bomba, tal qual foi a mudança repentina de expressão do rosto dela. Não me segurei e comecei a dar risada. Ela perguntou se eu estava bem, o que estava pretendendo, se eu iria levar alguém e não quisesse dizer quem era tudo bem, mas sozinho? Era algo inacreditável e inconcebível para ela. Como eu, uma pessoa sempre rodeada de muita gente em todos os lugares e a todo momento, que gosto de interagir com todos, me comunicar, brigar, conversar, sair, passear, me divertir e todo o mais, estaria indo para um local sem ninguém conhecido? Nem preciso dizer o que ela disse quando informei que deixaria os dois celulares desligados!
Chegou o dia, e lá estava eu de mochila nas costas, dinheiro no bolso, contas para pagar (snif...rs) e bastante animado. Na rodoviária comprei minha passagem, entrei no ônibus e a viagem começou. No caminho com a poltrona ao meu lado vazia, resolvi colocar minhas revistas e minha água (sim, ainda não era meio-dia para eu estar bebendo uma cerveja...rs) e relaxar curtindo o ar condicionado do ônibus, a paisagem e minha leitura. Eis que de repente, aparece uma menina de aproximadamente uns sete anos e me pergunta, porque eu estava ocupando a cadeira ao lado. Olhei para ela dei um pequeno sorriso, sem ser grosseiro e retornei a minha leitura. Quando já havia me esquecido da presença da menina, ela me pergunta novamente se eu estava guardando o lugar para alguém, mas desta vez eu respondi para ela dizendo que não e caso ela quisesse sentar-se ao meu lado, poderia, mas teria que ficar calada. Direto e objetivo, certo? Errado, pois acho que não fui o suficiente e ela perguntou novamente porque eu estava sozinho. Não aguentei e disse que eu estava a trabalho. Enfim, ficamos nisso uns 20 minutos, que para mim eram intermináveis, até a mãe dela tomar a iniciativa de tirá-la do local onde ela não deveria estar, principalmente em um ônibus em movimento.
Chegando ao meu destino final, fui até a recepção informei que eu tinha uma reserva, quando ele me perguntou quantas pessoas chegariam ainda, ao passo que respondi, até que bem humorado, "não há mais ninguém todos já chegaram e estão na sua frente". O atendente logo me olhou e disse de pronto: “Ah! Você é o rapaz que ficará sozinho, Rodrigo, certo? Seu quarto já esta arrumado, por favor, siga-me!” Neste ponto percebi que eu já era conhecido por todos os funcionários, pois todos me chamavam pelo nome. Eu estava me sentindo uma aberração, acho que eles nunca passaram por uma situação dessas, não pode ser!
Após um banho e trocar de roupas, fui almoçar, pois já era tarde e poderia passar o horário e eu teria que ir à outro restaurante para comer. O restaurante estava cheio, escolhi uma mesa e sentei, pedi uma cerveja (viram, já havia passado do meio dia...rs) e o cardápio. Fiz meu pedido e comecei a analisar as outras mesas. Todas cheias, casais, famílias completas, bebendo, comendo e rindo freneticamente. Senti uma sensação boa, porém foi passageira. Quando prestei atenção, as pessoas que estavam em mesas próximas não paravam de me olhar. Parece meio surreal e até paranóico, mas não era. Comecei a sentir-me muito mal, principalmente quando comecei a refletir e analisar toda a situação até aquele momento até quando a cerveja chegou e comecei a bebê-la. Tentei me distrair, mas havia esquecido o meu mp3 e as revistas no quarto. Resolvi ficar imparcial ao que acontecia a minha volta. Antes do almoço chegar, conheci a moça que fez a minha reserva, pois ela fez questão de vir falar comigo e perguntar se estava tudo bem e tudo o mais. Conversei com ela e blá blá blá... muito legal!
Toda esta história anterior é para discorrer sobre querer ficar sozinho por um momento, para poder rever algumas coisas, colocar a cabeça no lugar, pensar e repensar diversas coisas, abstrair determinados momentos e entender o porquê de determinados fatos. Acredito que isso faça muito bem para as pessoas e que elas deveriam praticar mais. Baseio-me em um cd da banda carioca Los Hermanos chamado Bloco do Eu sozinho, que começa com a música intitulada Todo Carnaval Tem Seu Fim principalmente na parte” Toda trilha é andada com fé de quem crê no ditado /De que o dia insiste em nascer”. Não quero ficar com a idéia “de que o dia insiste em nascer”, pelo contrário, tenho que ser grato. Esse momento de reclusão total serve justamente para isso, para lembrar dos bons momentos e aprender algo com os maus. Aprender que tudo é bom, e que uma situação pode ser vista de diversos ângulos, por meio de novas perspectivas para viver cada vez melhor.
Não quero fazer deste post uma receita de auto-ajuda, só quero dizer que todos precisam de um momento para encontrar a si mesmo, suas verdades e seu centro de equilíbrio. Fazia muito tempo que eu precisava disso, inclusive para não me tornar um monstro, sem rumo.
Outro ponto é o enorme potencial comercial que essa atitude pode ter. Pense na situação da pousada que estou. Eles montam o seu portfólio de produtos apenas baseando-se em pessoas que somente consomem seus serviços com a companhia de alguém. As grandes empresas já viram esse potencial e fabricam produtos em menor quantidade e tamanho justamente para atender este segmento, ou seja, estas empresas vislumbram a escolha do consumidor, em querer estar só por um momento ou não. Porque com os serviços não acontece a mesma coisa?
Mas uma coisa digo, antes de ir embora, vou pedir para que eles corrijam o site e que os próximos clientes não pensem a mesma besteira que eu.
domingo, 15 de novembro de 2009
Descanse em paz, repose en paix, rest in peace, Ruhe in Frieden, ינוח בשלום על משכבו
Esta palavra, tão pequena e com um significado tão grande, nos faz pensar o quanto somos pequenos e incapazes diante dela. De nada adianta tentar vencê-la, ela sempre será mais forte que cada um de nós. Mas por que? A resposta para essa pergunta é feita todos os dias por centenas de milhares de pessoas, sem conseguir uma resposta plausível. E ela continua sempre por perto, incólume, inacessessível e invencível.
Chega a ser desagradável para os pouco que leem este blog, depois de tanto tempo ver um post com esse assunto. Eu particularmente, não me sinto à vontade com essa certeza que todos nós já nascemos com ela, a certeza de que todos vão morrer.
Parece até estranho, mas fazia um tempo que eu não tinha um contato tão forte com essa aniquiladora natural de vida. Como pode algo pode estar bem e de repente, não estar mais? Como é possível num momento, um ser estar andando e aparentemente feliz e depois trazer um forte baque para as pessoas que estão a sua volta? Ambas são tão antagônicas, tão inimigas. Mas será que é isso mesmo? Não fazemos uma menção errada da morte? E se ela for apenas uma ferramenta da própria vida? Uma ferramenta que a própria vida utiliza por que se cansou de tentar algo a mais com aquele ser. Pensando por esse ângulo, a morte não seria uma vilã, pelo contrário, ela seria tão subjugada e dominada pela vida, como cada um de nós somos. Neste caso a vida, é uma carcereira maldita que se utiliza da morte como forma de castigo, ou até por estar com muitas outras "coisas" para fazer e por isso utiliza da morte para não ficar tão cheia de tarefas. Essa é uma das possibilidades que passam pela minha cabeça.
Para nós, morte é tão terrível que ela nos é transmitida desde de pequenos por meio de contos de fadas abobalhados e que fazem as crianças dormirem o "sono profundo" (alguma semelhança com o nosso personagem principal deste post??).
Portanto, temos aqui mais uma possível definição para a morte, ainda como ferramenta da vida para com cada um de nós. No caso da não morte carnal, a vida trata de usar em si mesmo a ferramenta morte, como o viciado em heroína faz, ou seja, ele sabe que faz mal, mas aquilo lhe traz um torpor e uma sensação de desequilibrio que dá a sensação de algo novo e único. Mais uma vez a vida usa a morte em nós como algo que nos machuca, e que queremos mais e mais, por pior que seja. Mais uma vez a vida quer mostrar que está no comando, e portanto aplica uma pequena dose de sua ferramenta mais poderosa, só para nos mostrar "acalme-se, se eu quiser posso usar mais e você já era...". Mais uma vez a vida se torna a vilã da história.
O ser humano, tem por característica enfrentar aquilo que conhece, e o que não conhece, teme ou não dá atenção para ela, até que apareça, e já não há forças para enfrentá-la. Simples assim ou devaneios de uma pessoa desentendida do assunto? Acredito que seja a segunda opção.
Enfim, poucos sabem porque escrevi sobre isso, e como a maioria sabe, gosto de escrever para fazer a minha terapia pessoal e enfrentar os meus próprios demônios, e quem sabe evoluir um pouco e ficar mais tranquilo comigo mesmo.
Esperamos sempre uma coisa depois que a morte nos chega, descansar em paz!!