quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A primeira vez, ninguém esquece...

Assim como muitos sabem, sou fissurado por uma banda a qual resolveu ficar inativa por "tempo indeterminado".
Pois bem abaixo segue uma graça na época em que eu tinha um carro e estava sem ter muito o que fazer e resolvi fazer um vídeoclipe, na verdade um road vídeo...
Tudo bem, o foco está ruim, a qualidade é duvidosa, mas serve como aprendizado.
O problema é a empolgação, mas sem ficar fazendo muitos rodeios segue o vídeo abaixo e digam o que acham.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A evolução sem dizer não. Realidade ou ficção?


Não sou muito fã de falar sobre as coisas que sinto ou penso para as pessoas. Todos que me conhecem, sabem apenas pontos isolados da minha vida, ou então, por estar constantemente próximo a muitas pessoas, algumas histórias tornam-se comuns e cria-se a sensação de que me conhecem por completo.

Em hipótese alguma, quero nestas linhas, mesnosprezar as pessoas e histórias em comum que tenho com elas, seja na vida pessoal, familiar, afetiva, profissional ou qualquer outro momento. Pelo contrário, são por meio destas pessoas que tenho aprendido diariamente a ser mais compreensivo e atencioso, saber escutar e falar no momento certo, criticar e ser criticado, xingar e ser xingado, agradeço por todos me proporcionarem momentos impares como os citados anteriormente.

A real chateação do ser humano, tomando como base alguns momentos que tenho passado, é que particularmente, tenho muito carinho por diversas pessoas, e até parece recíproco. O que realmente me deixa um tanto quanto encabulado, receoso, sem graça e muitas vezes chateado, é o fato de que você não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Num momento, você está num lugar com alguma pessoa, mas sabe-se lá porque, você deveria estar também em mais uns cinco ou seis lugares diferentes ao mesmo tempo, isso sem contar os lugares e pessoas que você gostaria de estar, mas, por razões diversas não está.

Mas agora vem a principal pergunta: Por que causa, razão, motivo ou circunstância, estou eu, aqui, me degladiando com palavras e pensamentos, derrubando de maneira exagerada uma enorme gama de palavras, as quais, um estranho que venha a ler, possa se perguntar: "Será que ele é louco, psicótico, neurótico ou o quê?"Para dizer a verdade, nenhum dos adjetivos "carinhosos" citados anteriormente cabem a mim, pelo menos eu vejo assim. A maioria daqueles que me conhecem a longa, média e curta data, entraram num acordo, como se estas pessoas já tenham passado alguns minutos (minutos, pois horas seria pretensão demais) e de uma maneira unânime concordassem com o seguinte adjetivo, agora já caracteristica inerente e própria desta pessoa que lhe escreve estas palavras. Qual seria o malfadado adjetivo?? Só pode ser um, o péssimo humor.

Há momentos em que concordo parcialmente com isso que as pessoas sempre me falam, porém com o tempo, aprendi a controlar e em muitos casos, esconder essa sina que me acompanha. E como tenho feito isso? Simples...Evolução! Ah, vamos com calma. O próprio termo EVOLUÇÃO, antes de tudo, entende-se como transformação, mudança progressiva, lenta e gradual. Portanto, estou num processo evolutivo lento e gradual.

Bem, sem muitas voltas, essas linhas servem para dizer que infelizmente, não posso estar em diversos lugares ao mesmo tempo, infelizmente (e óbvio...) !! Aqueles que me conhecem, sabem muito bem disso quando falo. Há casos em que me sinto no direito de dar alguma satisfação de porque isso ou aquilo, mas há momentos em que tal satisafação é desnecessária e burra. Veja um pequeno exemplo: Cheguei eu em casa após receber um telefonema, o qual me diziam que um familiar não estava sentindo-se bem. Como processo evolutivo, aprendi de imediato a consultar em minhas lembranças se havia marcado alguma coisa com alguém em algum lugar. Mesmo com a cabeça atordoada, de fato não tinha nada para fazer, consequentemente, não deveria dar satisfação a ninguém, certo? ERRADO...Ao viver numa cidade, que por maior que ela seja, fica impossível você estar distante de alguém, parece que você tem a obrigação de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, mas voltando. Retomando o que foi exposto até o momento, ao mesmo tempo que me sinto lisonjeado e extremamente feliz por ter tantas pessoas ao meu lado, sinto as vezes uma vontade sem fim de deixá-las e desaparecer. Por que? A resposta para o primeiro assunto: Após deixar este familiar um pouco mais tranquilo atendo um telefonema de uma pessoa que me questionava o porque de não estar em determinado local. Da minha maneira disse o que estava acontecendo, e sem ao menos ser escutado, fui logo acusado de mal humorado entre outras coisas que não cabem aqui. Enfim, tomei um belo "conversa com o tum-tum" e fiquei calado. Simples, não?

Assim como todo processo de evoulção é lento e gradual, ao menos desse momento de retomar as ligação e dizer muita groselha e bisnaga para a outra pessoa, eu já passei adiante, e sabe porque? Infelizmente essa pessoa que eu tanto cuido, um dia, fatidicamente irá morrer, e se eu me afastar de todas essas pessoas que vivem ao meu redor hoje em dia, quando chegar o dia da morte dessa pessoa, poderei se enterrado junto dela, pois não terei mais ninguém nesse mundo comigo. Por isso todos os dias, respiro fundo e procuro analisar todas as variáveis possíveis, para não afastar ninguém. Esta pessoa que me deixou "conversando com o tum-tum", não tenho e jamais terei raiva dela. Assim como num outro fato semelhante fui "espancado com palavras" por duas pessoas. Digamos que eu tenha merecido e ponto. Elas puderam dizer aquilo que estavam com vontade e conseguiram me deixar chateado com a situação, mas uma coisa digo e afirmo, aprendi bastante com isso. E estas pessoas, puderam constatar que infelizmente não estavam conversando com a mesma pessoa de antigamente, pois esta, neste momento passa por um momento de evolução lenta e gradual, mas a essência continua a mesma.

E por que eu gostaria de deixar as pessoas com as quais disse me sentir lisonjeado de tê-las ao meu lado e desaparecer? O pior é que a resposta para essa pergunta pode me tirar do trilho da evolução e me jogar no limbo da involução, onde a redução sobre a concepção do que é um coração, sem a devida ocupação seria uma pertubação de difcil reorganização levando um não sem fim.

O que isso quer dizer?
Ninguém sobrevive da mesma maneira, sempre haverá mudanças, cabe a cada um interpretá-la da melhor maneira e respeitar o espaço de cada um, mas essa evolução só acontece se as pessoas a sua volta estiverem de mentes abertas para tais mudanças.
As vezes é bom esquecer e escrever sem rumo, fz bem...Terapia escrita...Como vou me formar em Administração no fim do ano que vem, acredito que tive um insght e pude ver uma oportunidadade de negócio aqui....não vamos exagerar!!!
Afinal, estamos em processo de evolução contínua e sempre, uns para o lado bom e outros para o lado ruim. Mas quem somos nós para julgar o que é e o que não é evolução?
Não somos nada, precisamos melhor sempre, pois chegará um dia em que a perfeição será pouco.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pára de bobagem e vamos melhorar...O que acha?





Recebi agora pouco, um e-mail (por sinal "engraçadinho") que explica quando uma pessoa de fora sabe que está falando com paulistano, por meio de alguns detalhes pitorescos dos hábitos e conversas da população paulistana. Não acredito que alguém que realmente tenha muito que fazer, tenha tempo para ficar analisando isso sobre nós paulistanos. De maneira alguma vou destilar meu veneno e mal humor neste post, pelo contrário, fica a minha indignação de como algo assim pode ser relevante para o ser humano?Mas o pior de tudo isso é o fato de eu perder meu tempo postanto essa piada e esperar o comentário das pessoas. Aqueles que me conhecem, sabem o quanto sou um paulistano verdadeiro e doente pela minha cidade. Tão doente, que consigo tecer inúmeros comentários de como tudo é mais fácil em São Paulo, e como muitas coisas que aqui são feitas, e viram referencia nos outros estados (vide a Leiantifumo)... Enfim, para alguém, saber identificar tantos pontos, tem que ter tempo, certo? Abaixo transcrevo o e-mail e faço alguns comentários sobre cada frase:

VOCÊ SABE QUE ALGUÉM É PAULISTANO QUANDO...

Na fala:
a) chama o semáforo de 'farol';
"Farol' - palavra curta, pois destinamos nosso tempo para coisas mais importantes, do que dizer a todo o momento S-E-M-Á-F-O-R-O
b) diz 'bolacha' em vez de biscoito;
Qual o problema com bolacha? Melhor que fazer igual a carioca e dizer bisssscoito...
c) diz 'cara' em vez de menino;
Mais um exemplo de que cuidamos muito de nosso tempo... a maioria dos casos( inclusive por educação) chamo as pessoas pelo nome...'cara'...sem comentários!!!
d) diz 'mina' em vez de menina;
Aqui vai mais um sinal de respeito desse povo altamente qualificado... 'mina'segundo dicionário Michaelis "1.Cavidade ou veio natural no interior da terra, ou depósito na superfície dela, de minérios, água ou outros produtos, em condições de serem explorados economicamente" - em resumo, temos que continuar trabalhando para alimentar as pessoas que fazem estes e-mails...
e) diz 'bexiga' em vez de balão;
Qual o problema de bexiga? Não pode ser uma palavra que veio de outra parte do país, como por exemplo, a interjeição "Oh negóço pesado da bexiga...", apenas melhoramos o significado da palavras, demonstrando alegria, felicidade, festa ao invés de sofrimento, fracasso e doença... concordam?
f) diz 'sorvete', tanto para picolé como para sorvete de massa;
Qual o problema da palavra sorvete? Ela vem do italiano 'sorbetto', que significa Confecção de sumo de frutas, cremes, leite, chocolate etc., temperada com açúcar e congelada sob a forma de neve. Agora picolé, é um monte de água, sabe-se lá de onde, congelada, colorida da cor que o freguês mais aprecia, e que geralmente não tem gosto de nada...
g) acha que não tem sotaque nenhum;
Não é o fato não ter sotaque nenhum, é o fato de que falamos de maneira tão correta que as pessoas normalmente não entendem.. e falam que somos isso ou aquilo, e que temos um sotaque disso ou daquilo. Pelo contrário, aceitamos todos os sotaques, e só pedimos a gentileza que falem de maneira correta..
h) ri do sotaque de todo mundo (gaúcho, carioca, mineiro, nordestino, etc...);
Não é risada de deboche, entendam... é de carinho e amabilidade...temos que aceitar todos os povos em São Paulo certo? Se ficarmos de cara fechada, sem dar um sorriso sequer, imaginem o que mais irão dizer, formos carrancudos e mal humorados... Veja acima o quanto já falam de nós paulistanos...
i) vê uma pessoa mal vestida e chama de 'baiano';
O "baiano" da frase, muitas vezes nem parte de nossa boca, pelo contrário, até hoje a maioria das vezes que ouvi estes termos, vieram de conterrâneos da mesma região nordeste do país, ou seja, os paraibanos, pernambucanos, sergipanos, alagoanos, cearenses, inclusive até os baianos... Qual a prova concreta que nos paulistanos inventamos? Inventamos coisas boas, como as Casas Bahia, Casas Pernambucanas, O Pão de Açúcar, entre outras. Quer maior respeito pelos outros estados do dar nome de seus estados para algumas das maiores empresas brasileiras?
j) é extremamente possessivo, pois emprega a palavra 'MEU' em praticamente todas as frases.
Esse é um ponto inconsciente. Sabemos que ajudamos muito o país, portanto nada mais justo que dizer todas as coisas são nossas... Estamos trabalhando para melhorar isso...

No clima:
a) fala sobre o tempo para puxar assunto;
Quer melhor forma para puxara assunto? Se puxamos esse tipo de assunto podemos poupar muitos esforços, pois, se soubermos antes do tempo, podemos escolher o melhor lugar e nos divertimos muito mais. Agora imagina se não conversamos sobre isso, e vamos para um local aberto e caí aquele temporal? Pense bem??
b) enfrenta sol, chuva, frio, calor, tudo no mesmo dia e acha legal...
Por isso somos mais fortes, e temos mais vigor...
c) sai todo agasalhado de manhã, tira quase tudo a tarde e põe tudo de volta à noite;
Quanta blasfêmia... somos um povo precavido e organizado...sabemos até quais serão as temperaturas médias ao longo do dia....
d) tem mania de levar o carro para polir no sábado ou no domingo. O carro fica brilhando, só que toda vez que vai sair com ele para passear... CHOVE.
Já ouviu falar em seguro?? agora temos esse tipo de seguro aqui em São Paulo.... Enquanto nós pensamos e agimos, o que vocês fazem?

Na praia:
a) fala que vai para praia sem especificar qual;
Para que especificar??? Em todas temos areia, sol, quiosque, e água salgada...
b) fica a temporada no Guarujá, Maresias ou Ubatuba, mesmo que chova mais do que faça sol;
Já viram as belezas naturais? E a infraestrutura desse locais? Se estiver chovendo neste lugares, temos a mesma comodidade que temos na cidade... enfim, trabalhamos e merecemos isso...sempre...
c) chama Ubatuba de 'Ubachuva';
Chamamos sim, qual o problema?? Enfim com disse anteriormente, as belezas naturais continuarão e a chuva não atrapalha por lá...
d) fala mal da Praia Grande, mas toda virada de ano fica sem dinheiro e acaba indo para lá.
Precisamos mandar os poucos trocados que sobram para algum lugar, certo?...Mas, quem disse que todo são paulistanos, os frequentadores da Praia Grande?

Nas esquisitices:
a) faz fila para tudo (elevador, banheiro, ônibus, banco, mercado, casquinha do MCDONALDS, etc.);
Se os outros estados são desorganizados a culpa não é nossa. Desculpem nossa organização...
b) repara nas pessoas como se fossem de outro planeta;
Não é uma questão de reparar, apenas vemos, por que temos olhos e enxergamos bem... e tem mais, qual o problema de olhara para as pessoas? Quanta neurose...
c) cumprimenta os vizinhos apenas com 'oi' e 'tchau';
Sim, cumprimentamos... E eles também fazem o mesmo, afinal, alguém no país precisa trabalhar...
d) espera a semana inteira pelo final de semana e quando ele chega, acaba não fazendo 'nada';
Sim, esperamos pelo final de semana sempre.... precisamos descansar alguma vez na semana, ou não podemos?
e) convida: 'Passa lá em casa', mas nunca dá o endereço;
Partimos do principio que as pessoas com as quais nos relacionamos, são de longa data e naturalmente, sabem o nosso endereço, telefones, e-mails, etc...
f) chama o povo do interior de São Paulo de 'caipira'.
E daí? Eles não nos chamam tantos outros nomes? Nós os chamamos eles de apenas um nome, caipiras

Principal:
a) fica emocionado ao ver o céu cheio de estrelas
Ficamos sim. Enquanto os outros ficam de papo para o ar, temos que trabalhar bastante e conseguir nossas conquistas sem ficar reclamando. Por isso quanto vemos um céu estrelado, nos emocionamos que pudemos trabalhar e conquistar nosso espaço, e agora podemos desfrutar de um belíssimo céu...
b) ri de si mesmo ao perceber que tudo acima é verdade e encaminha para todos os amigos;
Rimos mesmo, pois como diz o ditado, 'quem ri por ultimo ri melhor', estamos sendo os últimos... e neste caso nada de encaminhar, pois já perdi muito tempo respondendo isso aqui..
c) e como todo paulistano, estou fazendo minha parte...
E fazendo uma analise sobre tudo o que foi escrito acima. É claro que as respostas acima em nada tem a ver com falta de respeito para com outros habitantes brasileiros das diversas regiões. É fato que escrevi isso em tom de brincadeira, de como seria a resposta de alguém realmente doente por São Paulo. Aqueles que me conhecem, sabem que adoro São Paulo, a terra da oportunidade para quem não tem preguiça, nem física, mental ou intelectual. Fico realmente chateado como algumas pessoas, que de fato pensam dessa maneira, e começam a criar esses 'bairrismos', ridículos e sem motivo nenhum. Devíamos nos juntar e trabalhar, não aceitar as roubalheiras descaradas debaixo do nariz de cada brasileiro sem oportunidade. Sei que esse e-mail tem a característica de apenas divertir e deixar de lado alguns problemas diários, concordo, precisamos. Mas o maior problema reside aí, estamos levando tudo na brincadeira. E o que o brasileiro precisa de verdade é levar algumas coisa mais a ferro e fogo. Ou vamos esperar o ferro e fogo bater em nós? Espero que ninguém que venha e ler este post, leve pelo lado negativo as respostas aqui impostas, mas que faça uma análise do que está escrito e o que cada um está vivendo atualmente, pois no ritmo que vamos, logo estaremos assim, separados e cada um lutando pelo seu sem prestar atenção em quem está do seu lado, e quando isso acontecer, acabou o significado de sociedade. A partir daí seremos apenas indivíduos que menosprezamos os outros, como alguns trechos da resposta acima.
Pensem nisso!!